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	<title>Betobloost&#039;s Blog</title>
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		<title>Explica de Novo, Por Favor</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 12:44:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>betobloost</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto muito bem escrito pelo redator e fotógrafo da Revista Cemporcento%Skate, uma das melhores revistas brasileiras que abordam o skate, Rodrigo K-B-Ça: um cara de 33 anos, dos quais já dedicou 22 ao skateboard. 
Parabenizo ele também pelo tema abordado, que veio em excelente hora: a questao do underground, dentro do universo do skate.
Antes de mais nada é um texto que aborda a questão por um viés crítico, mas, de forma simples, direta e clara.
Dedico esse post principalmente aos meus colegas de sessão, da cidade de Maringá-PR, que ainda se iludem com o tema abordado. Espero que esse texto possa trazer luz sob a questão e discernimento para que eles não "caiam" mais na "conversa" de párias que apenas querem se "aparecer".
E faço da epígrafe do texto, as minhas palavras: "Nunca vou entender essa coisa de ser underground, ainda mais em um mundo como o de hoje, com youtubes, fotologs, blogs e toda parafernália de divulgação que existe."
Boa leitura!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=betobloost.wordpress.com&amp;blog=9507074&amp;post=6&amp;subd=betobloost&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Explica de Novo, Por favor</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Nunca vou entender essa coisa de ser underground, ainda mais em um mundo como o de hoje, com youtubes, fotologs, blogs e toda parafernália de divulgação que existe.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acho que ainda não entendi. Talvez nunca entenda. Não sou old school, mas me considero velho para outras coisas. Como que é mesmo? Pois é. Nunca vou entender essa coisa de ser underground, ainda mais em um mundo como o de hoje, com youtubes, fotologs, blogs e toda parafernália de divulgação que existe. Claro que não vou dizer que skatista underground seja uma lenda urbana. Longe disso, ninguém é dono da verdade, ainda mais absoluta. Também não consigo associar o skate underground somente a calças largas e a “mc´s palquinhos e dj´s bordas”, como diz um amigo meu, ou então a punks de plantão que saem por aí pulando a tudo e a todos&#8230;</p>
<p>Talvez não consiga mesmo associar – e isso há algum tempo – a palavra underground ao skate. Lembro que até algum tempo, achava uma determinada crew de São Paulo alguns dos caras mais undergrounds mesmo. São caras que andam muito e que admiro por algumas de suas qualidades, entre elas a humildade, mas como ser underground se, em uma semana está andando de skate no centrão e, na outra, está competindo em um evento ao vivo feito pela Globo, por exemplo. E olha que em nenhum momento falei em perda de identidade, que não acontecerá com nenhum desses caras. Trata-se mais de uma questão de evolução e de aceitar que, a partir do momento em que se está na mídia, seja numa revista, na televisão ou até mesmo em um vídeo independente, você deixa de ser underground. Sai da toca e mostra o seu talento pra outras pessoas&#8230;Até mesmo com um vídeo no youtube, você deixa aos poucos de ser underground.</p>
<p>Na verdade, ser underground está mais baseado nas decisões que você toma que nas roupas ou estilo de skate gosta. Em poucas palavras: por que tem gente que acha que o Steve Willians é underground e o Chris Cole não? Eu, na verdade, acho o Steve Willians muito mais pop que o Chris Cole, mas isso é apenas uma mera opinião.</p>
<p>Ser underground, hoje, pode ser apenas uma questão de fugir dos focos, como fez Marcos Mamá. Sair da mídia e apenas andar de skate. No caso dele, andar MUITO de skate, coisa que é uma questão pessoal. Acho que, na verdade, o skate não precisa de undergrounds, mas sim de skatistas cada vez mais talentosos e que queiram mostrar trabalho e boas manobras, usando o tamanho de calça que seja&#8230;</p>
<p>Entendeu?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Texto extraído da Revista Cemporcento%Skate, Ano 14, Edição 139, Outubro de 2009. Sessão C´est La Vie. Escrito por Rodrigo “K-B-Ça” Vargas de Lima, redator e fotógrafo da revista em questão.</p>
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		<title>Conclusões Baseadas na Experiência da Visita a uma Igreja Evangélica</title>
		<link>http://betobloost.wordpress.com/2009/09/17/conclusoes-baseadas-na-experiencia-da-visita-a-uma-igreja-evangelica/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 01:15:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>betobloost</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O título diz tudo.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=betobloost.wordpress.com&amp;blog=9507074&amp;post=3&amp;subd=betobloost&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro leitor, venho por meio desse medíocre texto, comunicar uma experiência que vivenciei há algumas horas atrás, dia dezenove do mês de maio do ano de dois mil e sete.</p>
<p>Tudo começou quando há uma semana atrás, algumas amigas, colegas de sala, me convidaram a ir à sua igreja, pois haveria um evento especial para celebrar o “dia do amigo”.</p>
<p>Pois bem. Aceitei o convite, mas, fui enfático em dizer que ficaria do lado de fora da igreja, esperando que o evento terminasse e elas saíssem para que pudéssemos ter um pequeno momento de confraternização.</p>
<p>Dito e feito. Meia hora antes de terminar o evento, lá estava eu esperando pelas minhas amigas do lado de fora da igreja.</p>
<p>Cheguei e sentei na escadaria que dava para a entrada do templo e lá fiquei esperando mais quarenta e cinco minutos até que o evento acabasse.</p>
<p>Durante esse tempo de espera, e o tempo que se seguiu após o término do evento, pude presenciar e vivenciar vários fatos que ficariam a martelar em minha mente durante todo o trajeto de volta para casa. São essas experiências e fatos que venho agora compartilhar com você, leitor.</p>
<p>Comecemos falando sobre a forma que a igreja estava ornamentada para o evento: tochas estavam dispostas em torno dos dois lados da escadaria, de forma a lembrar a entrada de um motel. Havia também bexigas por toda a entrada, arrumadas e dispostas de forma a enfeitar a fachada e o hall de entrada do edifício. Dentro do hall, havia três barraquinhas: uma vendendo camisetas com slogans cristãos baratos como “Jesus” ou “Deus é amor”. Na segunda barraca havia pipoca que seria distribuída gratuitamente após o término do culto. Na terceira e última barraca havia vários refrigerantes que, supus, seriam distribuídos juntamente com a pipoca, após o término do encontro.</p>
<p>Os quarenta e cinco minutos que tive de esperar até o término da missa evangélica foram longos e chatos. O clímax desse período de espera foi quando o culto acabou e as pessoas começaram a sair da nave do templo.</p>
<p>Achei engraçado o som que saia da nave e que uma caixa de som posta do lado de fora transmitia para qualquer um que caminhasse pela rua: não reparei nas letras, mas, os estilos variaram desde o reggae (o mesmo que os usuários de maconha gostam de ouvir quando estão fumando um “cigarrinho da paz”) até o rock pesado (que faz jus a bandas de black metal como o Slayer, que faz apologia ao satanismo e ao neonazismo), passando pelo dance (o mesmo que embala as noitadas à fora em raves e boates e onde os freqüentadores deliram enquanto dançam e sentem o efeito do ecstasy sobre o seu organismo) e não faltando o pop (estilo que consagrou vários artistas que faziam uso freqüente de “coca” e que os próprios evangélicos os condenam por fazer pacto com o diabo, se é que isso existe).</p>
<p>Mas, por que havia uma caixa de som disposta para a rua? Será que seria para que “ovelhas desgarradas”, como eu, se sentissem atraídas pelo som e entrassem no “templo do interesse”? E por que desses estilos musicais que levam os jovens ao delírio estarem sendo tocados ali, na casa de Deus? Será que seria parte de uma estratégia pertencente a uma entidade maior (Deus!?) que tem por finalidade manter esses jovens na congregação?</p>
<p>As roupas que os jovens usavam também são dignas de nota: meninas usando mini-saias, tamanco alto, &#8230; muito atraentes e bem arrumadas, por sinal. Os rapazes não ficavam para trás: usando tênis de marca e camisetas de grife. Muito interessante, mas, apesar daquilo ser uma igreja, as pessoas que ali se encontravam estavam vestidas, aparentemente, para ir a uma casa noturna (que por sinal, a igreja é enfática em condenar).</p>
<p>O comportamento desses jovens era um tanto cômico: meninas distribuindo olhares penetrantes, apontando e cochichando sobre meninos e, os rapazes, “chegando nas meninas”.</p>
<p>Comecei a gostar daquele lugar: era uma boate em que as pessoas que freqüentassem tinham o passaporte para o paraíso assegurado.</p>
<p>Logo a música parou e um locutor começou a fazer anúncios pela caixa de som: “camisetas do Smilinguido por trintão”&#8230; “refrigerante por um real”&#8230;De repente, de boate, aquilo pareceu virar uma feira. Lembrei da passagem bíblica em que Jesus expussou os mercadores do templo&#8230;dois mil anos depois, o cadáver dele deve estar se remexendo na tumba pelo fato de as pessoas estarem fazendo da casa de seu Pai uma feira medieval em pleno século vinte e um.</p>
<p>Bom, conversa vai, conversa vem e eu conheci um rapaz interessante. Seu nome era Ricardo. Cursava o segundo ano de jornalismo em uma faculdade particular da cidade. Me disse que era freqüentador assíduo daquela igreja. Disse também que lutava vale-tudo e que havia quebrado o nariz de um cara “folgado” esses dias na rua (soldado de Cristo!?). Mas, o ponto que mais chamou atenção em nossa conversa foi quando ele me perguntou sobre a minha religião. Eu respondi que era ateu. Depois de minha resposta, Ricardo estatelou os olhos e ficou a me olhar como uma nova atração em um zoológico qualquer. Passado esse momento de transe, ele me perguntou se eu não tinha medo de ir para o inferno. Engraçada essa pergunta. Eu lhe disse que não acreditava em Deus e ele me perguntou se eu não tinha medo de ir para o inferno? Por acaso, devo eu acreditar no inferno? Se não acredito em Deus, por que temer o purgatório? Quanto a meu novo amigo: será que ele acreditaa em Deus porque gosta de Deus e busca uma evolução pessoal ou será que ele acredita em Deus porque tem medo do inferno?</p>
<p>Acabado o papo, peguei o caminho rumo a minha casa e fui embora pensando sobre como as verdades das pessoas se escondem atrás de mentiras e como somos todos os dias castrados e crucificados por um sistema que valoriza a aparência em detrimento da essência.</p>
<p> </p>
<p>20/05/07, 1:25 da manha.</p>
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